Recorde aqui as incidências do encontro
Uma mini revolução dentro da revolução em Alvalade. Depois das mexidas no mercado de transferências, Rui Borges surpreendeu ao alterar três peças na defesa, promovendo a estreia da dupla Debast e Ba. No ataque, Luis Suárez rendeu o lesionado Ioannidis, frente a um Alverca debilitado pelo castigo de Chiquinho e pela lesão de Meupiyou, duas das principais peças da equipa de Sérgio Ferreira.

Leão rugiu cedo e ficou mansinho
Depois de causar dificuldades ao campeão FC Porto, o conjunto ribatejano teve nova deslocação a casa de um candidato ao título neste arranque de temporada. O calendário não foi o melhor amigo do antigo técnico de juniores dos dragões, mas o Alverca entrou sem pressão em Alvalade e, depois das dificuldades da equipa de Rui Borges nas duas primeiras jornadas, havia esperança em fazer tremer o leão.
Esperanças que ficaram reduzidas logo após o apito inicial, isto porque Maxi Araújo (2'), capitão do Sporting no lugar do suplente Gonçalo Inácio, abriu o marcador com um remate colocado, sem hipóteses para Matheus Mendes.
A entrada foi de leão, mas o espírito animalesco do Sporting perdeu-se rapidamente. O disparo do uruguaio foi o único à baliza do Alverca nos primeiros 40 minutos da primeira parte e, embora Rui Silva não tenha passado por problemas iniciais, a equipa de Rui Borges esteve longe de convencer.

O treinador leonino também mexeu nas peças dentro de campo, colocando Zalazar à esquerda e Flávio Gonçalves no centro, mas a alteração não contribuiu para a qualidade exibicional do conjunto verde e branco.

Apesar do esforço, o antigo jogador do SC Braga apareceu em quantidade, mas não em qualidade. Já o jovem leão, dos melhores nas jornadas anteriores, ficou praticamente afastado do centro do jogo ofensivo do Sporting, que procurava invariavelmente as combinações entre o trio Maxi, Zalazar e Doumbia.

Embora tenha passado mais de 40 minutos sem sofrer remates à baliza, o Alverca também não conseguiu aproveitar alguns erros sportinguistas. Ba evidenciou-se na antecipação, mas sentiu desconforto à esquerda, enquanto Debast, como é seu apanágio, foi mais eficaz no capítulo do passe do que no aspeto defensivo.
O Alverca terminou a primeira parte com mais disparos à baliza de Rui Silva, mas, ao contrário do que aconteceu no Estádio do Dragão, sem conseguir ameaçar verdadeiramente a vantagem leonina. Uma tentativa de Figueiredo, a fechar a primeira parte, foi pouco para fazer o Sporting mudar a postura na segunda parte.

Uma segunda parte (quase) perfeita
A margem mínima e as más segundas partes do Sporting geravam alguma intranquilidade nas bancadas, até porque os 45 minutos iniciais não foram isentos de falhas e o nível ofensivo da equipa também não ajudou a galvanizar os adeptos. Na segunda parte, porém, tudo acabou por correr bem ao vice-campeão.

O Alverca, que perdeu Vivaldo Semedo por lesão, continuou longe da baliza de Rui Silva e, na primeira jogada de perigo, Matheus Mendes (autogolo 55') fez um favor ao Sporting e desviou o cruzamento de Geny Catamo para a própria baliza.
Ao contrário do que aconteceu nas últimas partidas, o 2-0 facilitou a vida ao Sporting. Sérgio Ferreira ainda tentou agitar com a entrada do reforço André Vidigal, mas o 3-0 surgiu pouco depois, com Suárez (60') a deixar o guardião ribatejano no chão para marcar o primeiro golo da temporada. Os festejos foram contidos, mas, para já, ajudaram a acalmar os assobios dos adeptos ao internacional colombiano.
Numa verdadeira novidade esta temporada, o Sporting conseguiu gerir a vantagem com bola e afastou alguns fantasmas das jornadas anteriores. A vitória não foi brilhante, até porque o golo de Figueiredo (89') impediu a primeira clean sheet da época, mas os leões deram um passo em frente na gestão do resultado. Pequenos passos para o crescimento.
Homem do jogo Flashscore: Sergi Altimira (Sporting)

