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Finalizada a novela de Rodrigo Mora com a saída para a Roma, Farioli apresentou duas novidades no onze em relação à vitória sobre o Rio Ave (0-2), Alberto Costa e André Silva. Do outro lado, Vasco Seabra manteve a confiança nos mesmos elementos que golearam o Moreirense por 4-0. No jogo 250 para Diogo Costa, destaque ainda para duas homenagens antes do início da partida: às vítimas do terramoto na Colômbia por parte dos azuis e brancos, e aos bombeiros portugueses, da parte dos arouquenses.

O muro uruguaio
Sob chuva intensa, o encontro arrancou com um FC Porto muito agressivo e intenso na pressão à procura de castigar os erros dos adversários. Aos sete minutos, um passe errado de Fukui permitiu a William Gomes arrancar em contra-ataque, desmarcou Pepê na área, que tentou o golo depois de contornar Arruabarrena, mas o guarda-redes esticou-se e defendeu para canto. O Arouca conseguiu meter água na fervura com posses prolongadas no meio-campo adversário e os dragões não se importaram de baixar linhas para se protegerem e, posteriormente, atacarem com verticalidade.

Aos 30 minutos, Arruabarrena voltou entrar em ação para negar o remate de meia distância de Gabri Veiga e, pouco depois, brilhou no um para um com William Gomes, travando o remate do avançado brasileiro que tinha roubado a bola a Fontán - e tinha André Silva ao lado para finalizar. Em cima do intervalo, o guardião uruguaio segurou um cabeceamento de Froholdt para fechar uma primeira parte de grande nível.
Ao fim de 45 minutos, o FC Porto somava quatro boas oportunidades de golo em 11 remates, em comparação com apenas uma finalização do Arouca, num cabeceamento de Barbero à figura de Diogo Costa. A nível individual, além da exibição monstruosa de Ignacio de Arruabarrena, Gabri Veiga chegou ao descanso com cinco oportunidades criadas, segundo dados da Opta.

À terceira foi de vez
Sem alterações ao intervalo, os dragões não perderam tempo a colocar o pé no acelerador: Pepê atirou por cima após um lançamento longo, Alberto Costa viu um golo ser anulado por falta sobre Arruabarrena e, pouco depois, Pepê cabeceou à barra. Na sequência desses lances, Kiwior marcou com um remate do meio da rua, mas o frango de Arruabarrena foi revertido pelo VAR, que considerou que André Silva, em posição de fora de jogo, teve influência no lance. Dois golos anulados e uma bola à trave em cerca de 20 minutos.

Com o Dragão em ebulição, Vasco Seabra tentou equilibrar a equipa com entradas de Pablo Gozálbez e Dylan Nandín. Mas pouco havia a fazer. Finalmente, aos 67 minutos, William Gomes arrancou para cima da defesa, fletiu para o meio e, em vez de rematar, serviu Gabri Veiga que entrava do outro lado. A receção orientada do espanhol levou-o à pequena área e, com um toque subtil, colocou a bola por entre as pernas do guarda-redes para quebrar, finalmente, a resistência do uruguaio.
Logo a seguir, Gabri Veiga serviu Froholdt no coração da área, o dinamarquês conseguiu visar a baliza contrária para mais uma grande defesa de Arruabarrena. Farioli lançou Deniz Gul, Borja Sainz e Hwang In-beom para gerir melhor a vantagem face às entradas de Pedro Santos e Brian Mansilla nos lobos. O plano de jogo dos anfitriões era claro: entregar a bola ao Arouca e explorar o contra-ataque.
Borja soma e segue
Num desses lances, Deniz Gul serviu na perfeição Borja Sainz na área, o espanhol dominou e, na altura de finalizar, Arruabarrena engoliu o remate e segurou o ressalto. Ainda assim, o extremo vingou-se no minuto seguinte, num lance a papel químico. Desta vez, a diferença foi que finalizou de primeira o cruzamento de Pepê e selou o destino dos três pontos. Foi o segundo jogo consecutivo do espanhol a marcar, ele que quebrou o jejum de golos na jornada anterior que durava desde dezembro de 2025.
Até ao final, o Arouca foi com tudo para a frente para tentar resgatar um ponto, mas Djouahra desperdiçou a melhor ocasião dos lobos numa finalização que saiu por cima da trave.

Melhor em campo Flashscore: Gabri Veiga (FC Porto).

